Esperança


Tu sabes que estou em Pelotas, hoje foi a segunda vez que estive no teu endereço,  andei pelo teu pátio duas vezes, fui visitar a tua mãe, sem, entretanto, me permitir entrar na tua casa, ela só será visitada quando puderes me receber. Já estive lá duas vezes só essa semana, com receio de não estares, mas estavas, senti a tua presença comigo o tempo todo, tinha uma paz interior e uma calma constante, pude ficar com a tua mãe, fortalecer a nossa fé na tua volta, oramos por ti e pelo teu bem estar.  Hoje os adultos e as crianças, minha família,  foram comigo, meu filho, nora, mãe e netos ali estavam. Fui com os pequenos para o pátio, juntamos as nozes, colocamos para secar, meus filhos já fizeram isso ali, trinta anos depois os meus netos seguem a mesma tradição. A tua presença física não havia, mas como te senti fortemente comigo Cláudia, não tem como não estares naquele pedaço de chão, tive medo de esmorecer, chorar, contudo, estavas ali comigo, percebi a tua força ali, em nenhum momento fraquejei.  Foi bom retornar, pude abraçar a tua mãe sem medo, transmiti todo o meu carinho, como se fosse a ti que abraçava, tantas lembranças guardadas voltavam, não me senti só, o teu chão não é terra arrasada pela ausência, ali o solo só está adormecido, aguardando para florescer no primeiro sinal que enviares. Tens tanta presença, cada metro está marcado pela tua mão, desses tanta vida àquele lugar, que ela rodeia a quem ali pisa.  Estavas comigo!  Que bom, não puderam desaparecer contigo, a Cláudia vive!

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