Barbados


Em 2013 tu e o Pedro me convidaram para uma viagem em família  a Barbados, já tinham alugado uma casa, então era só providenciar a passagem. Seria uma viagem de oito dias àquele lugar paradisíaco.  Não sei porque, e, até hoje realmente me questiono, porque não fui. Lembro que vários motivos me assombraram, o fato de estar descapitalizada pela ida no ano anterior à Europa, uma possível viagem a Espanha logo depois, que não aconteceu, a passagem que ficou mais cara durante o período da minha indecisão, questões pessoais de finanças, coisas que penso atualmente serem menos relevantes, me arrependo tremendamente de não ter acompanhado vocês. Aprendi que não se deve deixar que coisas importantes sejam relegadas a um segundo plano.  Viajar com vocês teria sido tudo de bom!  Essa reflexão não é de agora, no momento em que não embarquei já existia o meu arrependimento. Agora, é claro que esse arrependimento se tornou mais pesado Cláudia, as circunstâncias o fazem assim. Se existe uma lição a aprender é a que na vida não existe uma segunda chance, nunca deixei para depois o que poderia fazer hoje, entretanto, não viajei contigo. Foram dois momentos, a viagem a Barbados e a ida de carro a Pelotas no final do ano passado, que me arrependo de não ter realizado. Já tínhamos combinado nossos passeios,  de barco e a São José do Norte, essa viagem realmente não deu, o trabalho me chamou.  Sinto tanto não ter atendido o convite de vocês… A cada dia que passa me recordo de fatos que permearam as nossas vidas, a tua risada constante quando acendias o fogo na lareira, e a tua voz dizendo, coisa boa é um foguinho; os pratos cozinhados rapidamente na hora do jantar para finalizar o dia; as conversas sobre o teu trabalho e os rumos a tomar; sobre a minha vida em Brasília e as tuas reclamações sobre o “meu abandono”, sempre torcestes por mim, mas reclamavas a minha falta. Enfim, se pudesse voltar no tempo, me permitiria ser menos rígida com horário, trabalho, com a vida  (ah, essa herança alemã que persegue a nós duas), teria te dito aquilo em que não deverias apostar, experiências que não deverias viver, mas quem sou eu para decidir o teu destino?! Mas voltaria no tempo para ir contigo a Barbados, com certeza! 

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