O real e o imaginário…


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Fui abordada por uma pessoa que me perguntou o porquê de eu não defender a honra da Cláudia, perguntei como assim, imediatamente respondeu, dizem que ela fugiu com um amante, o cara do retrato falado… Fiquei entre boquiaberta, espantada e bestificada… depois de sua mãe e de todos nós, os próximos que amam verdadeiramente a Cláudia, termos falado da felicidade que estava vivendo, pessoal e profissional, da correção de caráter, da honestidade, dos bons sentimentos, como podem distorcer isso, como podem dizer que ela fugiu com um amante?! Divulgamos sim o retrato falado, sempre achamos que ela foi subtraída de dentro de casa, e se fosse essa a pessoa que a levou?! O que é isso minha gente?! Não basta a Cláudia ter sumido de nosso convívio, realmente temos que enfrentar as hordas que misturam o real com o imaginário, uns por quererem ferver uma realidade grotesca, outros por serem levados por comentários maliciosos. São várias as pessoas da convivência da Cláudia que tentaram elaborar uma cronologia desde o início do seu desaparecimento, que se colocaram a disposição inclusive para serem investigados, que tentam esclarecer com informações pertinentes tudo o que sabem, que querem o desvendamento de toda essa tragédia, que a querem de volta…  Aqui existe sentimentos de hombridade, de humanidade, de união, dentro de uma doída realidade; mas parece que concorrendo com tudo isso por fora segue o imaginário, a distorção, o boato, o ouvi de alguém que… Por meses tentamos esclarecer, aquilo que pode ser esclarecido, porque não sabemos o que aconteceu depois do desaparecimento. Confiamos na pessoa da Cláudia, aquela da retidão de caráter com quem convivemos durante anos. Sentimos a preocupação e o afeto das pessoas que procuram dar o necessário conforto. E nos sentimos abandonados pelo destino, pelo descaso, pela distorção, pelo desvirtuamento. Imaginar o que pode ter acontecido é normal, tentar ajudar mais ainda, apontar sem provas, falar da Cláudia, que não pode sequer se defender, criar factoides, difamar, nossa, como dói… não aceito! Não, a Cláudia não saiu de casa mundo afora, não, a Cláudia não fugiu com um amante! Choramos pelo real, choramos pelo imaginário, ambos causam dor!

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