Janela


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Todos os dias quando acordo vejo como está o tempo e a temperatura, nos primeiros dias do teu desaparecimento isso não se fez tão importante, até os primeiros dias frios, muito frio,  lembro do nosso sentimento de pavor nesses dias, como você iria sobreviver a isso?! Vários dias foram se intercalando com tipos de temperatura diferentes, não foi um inverno tão radical, isso alivia um pouco. Mas olhar pela janela se tornou um hábito, parece acontecer uma breve conexão nas primeiras horas do meu dia contigo. Ali busco ver como tu poderias estar. Lembro que no início do frio íamos buscar as malhas da Meri, botas Capodarte, biotipos diferentes, mas mesmo gosto pela qualidade. Quantos anos fizemos isso, mesmo estando aqui quando ía a Pelotas dávamos uma chegada na Quinze, depois na galeria Satte Alam, lá no meio um café espesso (como os italianos), íamos na fábrica na Anchieta, as malhas enchiam os olhos, cores e modelos. Temos várias eu e tu… É como fazer um circuito turístico, no pouco tempo que dispomos, caminhar, conversar, olhar o que gostamos, uma terapia. Todos os dias olho pela janela a noite também, busco nossas conversas, aquelas que tínhamos a noite, quando a cidade desacelerava, a noite traz mais lembranças, baile do longuinho do Dunas, a boite do Direito, a lagoa do Laranjal, as infinitas trocas de confissões e risadas. A janela me transpõe ao sul, procuro te encontrar nessa breve viagem tempo/espaço, talvez a tão falada física possa me explicar o porquê te sinto tão presente nesse curto espaço de tempo, só sei que ele tem sido muito importante para mim, calmo ou agitado, tu estás comigo.

6 pensamentos sobre “Janela

  1. Mais uma vez tuas palavras me transportam para perto de Claudia, onde tenho todos os cuidados de pensa-la com muito carinho e afeto!! O mesmo afeto e carinho que tu nos vem fazendo pensar e sentir por tua amiga! No meio deste caos uma leitura calorosa reforça nossa esperança!! Sempre refaço aqui meu carinho por vcs!! Que Deus abençoe!!

  2. Adriana, seus textos trazem alento para as pessoas que como eu não conheciam a Cláudia e vêm aqui em busca de notícias, na torcida para que ela volte para a companhia da sua família e de seus verdadeiros amigos. Os seus diálogos e as memórias desta linda amizade me emocionam. Tenho certeza que muitos continuam fazendo suas orações por todos vocês. E, também, acredito que se a Cláudia tem a amiga mais fiel do mundo! Um fraterno abraço!

    • Oi Aurelia, escrever sobre a Cláudia e nossas lembranças é fácil, não se trata de fidelidade, mas de reciprocidade. Beijos

  3. Gosto de ler o que escreve, sinto tua tristeza e de toda família como se fosse minha. Honestamente, tem dias que quero esquecer a Cláudia e tudo que aconteceu… queria apenas que ela estivesse em paz, seguindo sua vida, seus planos e feliz, ou seja, não haveria motivos para que eu pensasse nela com tanta frequência… A cada texto que escreve, surge a esperança de boas notícias. No entanto, a cada leitura leitura sem notícias, sem novidades boas…minha angustia aumenta… Como pode uma pessoa sumir? Pq? Até quando que teremos que esperar por uma resposta? São prg que tiram minha paz. Peço a Deus que ela esteja em paz e que a polícia e o MP estejam realmente trabalhando e avançando nas investigações. Fique com Deus.

    • Esse pensamento é constante, ela não sai da minha mente, me pergunto o tempo todo como isso foi acontecer. Espero te dar uma notícia logo. Beijos Núbia!

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