Profusão


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E a semana de trabalho reiniciou, foi um longo final de semana, tempo demais para pensar, me vi percorrendo longos e intermináveis lugares e suposições, retornando e percebendo que a memória que sempre foi considerada irretocável não é mais assim. Tudo o que considero importante está comigo, preservado, mas quero mais, quero detalhes, pequenas minúcias, pormenores que poderiam fazer a diferença. A idade se encarregou de deixá-los escondidos em algum lugar. Vi uma animação Divertida Mente (Inside Out) adorável, descreve o funcionamento das emoções dentro do cérebro de uma garota de 11 anos,  e, nesse processo, aquilo que vai ficando eternamente guardado e as memórias que com o tempo vamos desprezando. Tenho vontade de ir te relatando tudo o que vejo e gosto, como as conversas me fazem falta, como querer saber de ti me enlouquece… Estava pensando outro dia, me ocorrem coisas loucas, será que se ainda morasse em Pelotas eu seria uma das pessoas a quem as outras considerariam suspeita?! É uma loucura, eu sei, mas as pessoas julgam tudo e a todos sem perdão, apontam, traçam teorias e pronto, suspeito. De certa forma me deu um alívio não morar em Pelotas, não suportaria ser apontada injustamente por fazer qualquer coisa de ruim contigo. Aí penso, o que acontece com as pessoas para viajarem na maionese, como falávamos?! São muitas as viagens, muitas cabeças pensando e me fazendo lembrar da minha animação, divertidas mentes, mas isso não é uma história, muito menos divertida, é triste, desgastante, me vejo numa redundância de pensamentos intermináveis. Essa profusão que não leva a lugar nenhum. Minhas sinapses enlouqueceram, nisso tudo sobejamos no limbo, acho até que o limbo seria melhor mesmo, as vezes ficar esquecido é até melhor, não ter que responder as intermináveis perguntas. Elas nunca acabam, somos centrais de informação, os esclarecimentos necessários sem problema, mas ouvir as abobrinhas alheias nunca foi o meu forte, enquanto escuto, viajo em minha mente, vagando sem destino, até religar no tranco para mais uma pergunta e a devida resposta, já se tornou um hábito. Tem dias piores, dias de saudade aguda que não suportam opiniões obtusas. Aí minha amiga, é melhor se travestir de medíocre… como a profusão das teorias sobre o teu desaparecimento.

3 pensamentos sobre “Profusão

  1. Sempre um desabafo com a tristeza envolvida em cada palavra, só quem não quiser ver!! Todo drama que se torna público faz com que as matracas opinem, sejam donas da verdade! Este mundo virtual propicia quem acha que sabe mais a respeito de tal assunto poder ser o dono da história, despertar mais atenção de seus seguidores,inflam seus egos, carregam seu curriculo no pescoço, precisam de elogios, maltratam, pisoteiam a dor de quem mal consegue pensar em tudo que houve.. Não há afeto, há uma corrida de quem pode mais, sabe mais e opina mais.. Quanto a tudo isso, depois que sofro com tanta especulação, me vem a mente um velho ditado que ouvia do meu pai: Não jogue pérolas aos porcos!
    Um abraço afetuoso! È talvez só o que podemos te dar além de nossas orações, mas é com carinho e respeito!

    • A amizade, a mão estendida com afeto, os ouvidos nas horas difíceis, quantas coisas vocês tem nos dado… Por isso estamos de pé. Beijos

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