Dezembro


claudia

 

Dezembro chegou e cada dia mais sentimos a tua falta. Estaríamos nos preparando para as festas do final do ano, principalmente o Natal. Ano passado estávamos conversando para combinar a minha ida até Pelotas, depois iríamos para São José do Norte, eu iria curtir o barco com vocês, me contavas por telefone, entusiasmada, sobre a escolha do novo nome, o atual ficaria com o antigo dono, enfim, estavas feliz. Minha ida acabou não acontecendo, mas minha filha e neta foram e puderam curtir contigo alguns desses momentos, só nos veríamos em março. Aqui estou eu a escrever sobre isso e me dói saber que não teremos este Natal porque alguma desgraçada criatura resolveu sumir contigo, nem consigo ser cristã nessa hora. Penso em quais pratos estarias pensando em servir, não sei porque me ocorre a torta de pão de ló com atum, como gostávamos disso. As pessoas acham esse gosto exótico e é, mas fomos criadas assim, comendo salgados e coisas adocicadas junto, temperamos alface e beterraba com suco de laranja, tu mais do que eu, colocamos banana em tudo, eu muito mais que tu, rsrsrsrsrsrs, comemos pão com manteiga e chimia.  Nossas comidas de final de ano também são assim doce e salgadas, e como nos divertimos fazendo. Esse ano não, não haverá riso, só tristeza porque suprimiram a tua presença da nossa. Vou a Pelotas na véspera do Natal, o coração aperta mais uma vez, cada data aperta mais um pouquinho. Será um Natal de orações, por ti!

3 pensamentos sobre “Dezembro

  1. Semana passada o Pedro me pediu para eu dar uma olhada na casa deles na praia de Sao José do Norte. Sou vizinho.
    Ao entrar na casa deparei com o varal de roupas na garagem. As roupas postas pela Cláudia para secar e que ninguém mexeu. Uma bermuda e uma camisa que ela usou quando esteve la pela última vez, entre outras, me fez apertar o coração. E no resto da casa os móveis e coisas em geral, na posição que ela deixou, pareciam estar esperando o regresso dela. Não contei ao Pedro para não deixa-lo mais triste. Mas a angústia, a sensação de fraqueza diante do nada poder fazer, a tristeza, foi grande.

  2. Hoje depois de todo esse tempo acompanhando o caso do desaparecimento da Claudia, sinto como se conhecesse um pouco os personagens desta terrível tragédia e mesmo sem conhece-los pessoalmente sinto uma tremenda tristeza pelo sofrimento de vocês. Que Deus possa em sua infinita bondade trazer-lhes um pouco de conforto para que possam ter pelo menos um Natal de paz. Um abraço Adriana.

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