Hart Leben


imageLembrei de uma longa conversa que tivemos sobre nomes,  no dia me dissestes que Hartleben era vida dura, nunca um sobrenome fez tanto sentido no momento.  És cheia de vida, alegre, positiva, determinada, olhas o horizonte e enxergas um sonho, imediatamente pensas no caminho para chegar lá.  Poucas vezes conheci alguém tão visionária de como iria concretizar a sua vida. Tu superastes todos os obstáculos que a vida te apresentou um a um.  Enquanto seguias em frente duas pessoas estiveram sempre presentes dando o suporte necessário,  teus pais.  S. Arlindo, que pai maravilhoso, um doce de pessoa, amoroso, completamente dedicado a família, apaixonado pela mulher e pelos filhos, com a D. Zila formavam um casal invejável, para ela tu eras uma princesa, lembro até hoje do teu quarto decorado por ela. Passou dias,  horas e mais horas na máquina de costura para fazer as cortinas e a colcha em tons de branco e rosa, simples e lindo. Eles foram a tua âncora e teu porto seguro. A Cláudia podia ter a vida dura, como uma Hartleben, mas na família dos pais sempre encontrou a paz e o sossego merecido. Esse antagonismo entre a tua pessoa alegre e a tua vida dura te seguiu até os teus quarenta anos. A morte do teu pai te doeu tanto, mas te deu coragem.  Finalmente a vida te deu trégua, pudestes mirar o horizonte com fé e seguir em frente. Acho que baixastes a guarda, não contavas com o teu inaceitável desaparecimento,  não podíamos prever o inesperado aparecer, no teu caso, desaparecer. Cada um de nós tenta viver sem ter notícias tuas, mas o que mais me dói é ver a tua mãe,  já tão abalada pela falta do S. Arlindo, seu eterno namorado, perdida, não sabendo como viver sem ti, é avassalador. Outro dia conversando com ela de repente ela me perguntou se o fato de não ter notícias era bom, porque ao menos, ela não perdia a esperança. Não sei mais o que responder…

2 pensamentos sobre “Hart Leben

  1. Olá amiga Adriana,
    embora ausente das redes sociais e sem falar contigo a tanto tempo, não posso deixar de sentir, como todo pelotense, o que aconteceu… lembro do quanto falavas na Claudia com amizade, nos tempos do Gabinete… imagino o quanto estás sofrendo. Um grande abraço e que a saudade te conforte assim como a todos da família e que conviveram com uma pessoa tão especial.
    Regina Lucia

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