Dias cinzas


Ontem choveu muito por aqui, a cidade alagou, o trânsito ficou um caos, foi demorado chegar em casa, mais tempo para pensar dentro do carro, música ligada (sempre), chuva batendo forte e carro parado entre os demais… parece que nos dias cinzas é mais fácil divagar, e as recordações correm soltas. Logo pela manhã um colega teu da Universidade, o Pedro, lembrou o dia da mulher e lembrou também que uma coisa não podia ser esquecida, o teu desaparecimento. Quando cheguei em casa e fui procurar uma foto nossa juntas, é a mesma da sala da tua mãe, mas depois da minha mudança eu não sabia onde estava, encontrei na primeira pasta, foi fácil. Um dia publico aqui também. Os dias, semanas, meses tem sido de espera, longa, desgastante, que nos consome numa corrosão intensa e constante, mas ontem o dia era especial, da mulher, de comemorar conquistas e continuar exigindo respeito, essa palavra que não tiveram contigo, mas conseguistes o teu espaço e o teu brilho pelos teus méritos, não há sumiço que possa encobrir a tua importância, a tua luz e a tua lembrança. Para quem fez resta a sombra…

Um pensamento sobre “Dias cinzas

  1. Quando a falta é muito grande o tempo não passa, é lento e com certeza mais sombrio se torna pelo desconhecimento sobre o que aconteceu. É preciso coragem para continuar Adriana até que cheguem as respostas ue talvez possam amenizar a dor da saudade, Um abraço.

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