Dor permanente


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Dói ainda dói e, sinceramente, não sei se vai parar de doer, sei que ameniza, após quase dois anos não é tão desesperador como foi no início. Mas a injustiça incomoda profundamente. As vezes choro de saudade, outras de indignação, muitas de tristeza e assim a vida continua, sem que estejas nela. Quando estou em Pelotas vou até a tua mãe, nunca mais na tua casa, logo vem as lágrimas só de olhar, as janelas estão sempre fechadas, diferente de quando vivias lá, eram abertas para o sol entrar e o ar renovar o ambiente. É desolador. Me lembra a casa da minha avó depois da morte dela, a alma da casa partiu junto com a sua dona. Não existe mais vivacidade, apenas melancolia. Dói voltar ali, é triste ver as ruínas da tua partida. Minha amiga não foi só a ti que levaram, tiraram muito mais,  nos roubaram as belas imagens de felicidade do teu jardim, do teu pátio, do teu lar.

Um pensamento sobre “Dor permanente

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